Na ponta do pé
Na linha do trem
Com minhas provisões
E a cabeça livre e leve
Com os braços abertos
Um bilhete nas mãos
Tantos pés acima
Do outro lado do mar
Numa encosta qualquer
A escrever-lhe os dias
A suspirar pelas noites
Entre as luzes e a música
Que vem das janelas
E das portas dos cafés
Com mil saudades
Espalhadas entre as flores
No ar frio e delírios cortantes
A alegria vai estar
Quando naquela terra eu pisar.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Notei que você não é o mesmo
Pensei: "antes fosse!"
Mas e se nunca tiver sido
Que horrível troça
Fez então comigo!
Na panela, junto tudo
Dizeres, esquivos, promessas
Ponho em fogo brando
E quando aquece, borbulha
Até escapar e sujar o fogão
Eis a lama que deixou
Para recordar em
Notas de uma cabeça
Arrancada a dentadas
Da mentira
Num corpo de moça.
Pensei: "antes fosse!"
Mas e se nunca tiver sido
Que horrível troça
Fez então comigo!
Na panela, junto tudo
Dizeres, esquivos, promessas
Ponho em fogo brando
E quando aquece, borbulha
Até escapar e sujar o fogão
Eis a lama que deixou
Para recordar em
Notas de uma cabeça
Arrancada a dentadas
Da mentira
Num corpo de moça.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Ato IV - O trago
Retorna à casa a perversa
Ou seria a companheira...?
Traz as velhas sensações
As mesmas dispersões
O estômago fervente
Como nem lembrava
E o buraco que alarga
Como doença que se alastra;
Distrações banais
Para um coração inchado
Das amargas lágrimas
Que indagam os olhos
E suas visões
Pendem do canto da boca
Para se atirarem, suicidas,
Contra o peito afogado no breu
Que causaste ontem
Quando me matou
Pela primeira vez.
Ou seria a companheira...?
Traz as velhas sensações
As mesmas dispersões
O estômago fervente
Como nem lembrava
E o buraco que alarga
Como doença que se alastra;
Distrações banais
Para um coração inchado
Das amargas lágrimas
Que indagam os olhos
E suas visões
Pendem do canto da boca
Para se atirarem, suicidas,
Contra o peito afogado no breu
Que causaste ontem
Quando me matou
Pela primeira vez.
Ato III - A consciência
Ventos inesperados
Arrastam vorazmente
Tudo aquilo que você regou
É quando o medo flerta com você
E a lente ocular não registra mais...
A boca deixa de imprimir
As certezas em seus lábios
E agora comprime-se
Num choro convulsivo
Em ruídos ininteligíveis
E não há nada -
Apesar do desejo -
Que sirva como bálsamo
De um corpo tão castigado
Pelos piores espasmos,
Os que te tornam insone...
Arrastam vorazmente
Tudo aquilo que você regou
É quando o medo flerta com você
E a lente ocular não registra mais...
A boca deixa de imprimir
As certezas em seus lábios
E agora comprime-se
Num choro convulsivo
Em ruídos ininteligíveis
E não há nada -
Apesar do desejo -
Que sirva como bálsamo
De um corpo tão castigado
Pelos piores espasmos,
Os que te tornam insone...
Ato II - O delírio
Os olhos agradecem a vista
Um pêndulo marca o tempo
De dias inteiramente perfeitos
E noites sagradas
O riso que escapa
Dos dentes da moça
E a frescura tola
Das palavras macias
As mãos que tocam
A pele como num frêmito
Os suspiros que arranca
Do peito antes sofrido
Já são de prazer
Não mais solidão...
O amor não tem tempo
Faz a vida flutuar
Como nossos sonhos
Nas águas do inconsciente.
Um pêndulo marca o tempo
De dias inteiramente perfeitos
E noites sagradas
O riso que escapa
Dos dentes da moça
E a frescura tola
Das palavras macias
As mãos que tocam
A pele como num frêmito
Os suspiros que arranca
Do peito antes sofrido
Já são de prazer
Não mais solidão...
O amor não tem tempo
Faz a vida flutuar
Como nossos sonhos
Nas águas do inconsciente.
Ato I - O pouso
Algumas coisas começam
No calor latente
Da lente ocular
Quase imperceptíveis
Aos outros sentidos
Só não ao coração
Algumas pernas
Cruzam as suas
Sem você querer
E começam a criar raízes
Cada vez mais profundas.
No calor latente
Da lente ocular
Quase imperceptíveis
Aos outros sentidos
Só não ao coração
Algumas pernas
Cruzam as suas
Sem você querer
E começam a criar raízes
Cada vez mais profundas.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Cola a tempestade na janela
Do quarto
Pra ver a vida passar
Cospe as mentiras que a vida mandou
Jura não mais chorar
Quando o sol se põe
Escolhe a melhor roupa
Para o luto do dia
Caminha pelas ruas
Como se fosse não mais voltar
Esquece quem te ama
E diz não amar ninguém
Ela amarga no sofá da sala
Os poucos anos que já tem
Mas o que não diz
É que mandou tudo embora
Bateu a porta, gritou,
E espera os milagres
Caírem do céu
Como chuva de verão...
Do quarto
Pra ver a vida passar
Cospe as mentiras que a vida mandou
Jura não mais chorar
Quando o sol se põe
Escolhe a melhor roupa
Para o luto do dia
Caminha pelas ruas
Como se fosse não mais voltar
Esquece quem te ama
E diz não amar ninguém
Ela amarga no sofá da sala
Os poucos anos que já tem
Mas o que não diz
É que mandou tudo embora
Bateu a porta, gritou,
E espera os milagres
Caírem do céu
Como chuva de verão...
domingo, 20 de janeiro de 2008
eu vi na beira da escada
seus beijos flutuando até a boca
que te suga toda semana
enfiei meus pés nos teus
para aquecer o coração
eu sonhei com você
enquanto dormia ao teu lado
eu vi em seus olhos
toda aquela energia
que nos envolve
como quando sentou naquele
banquinho do bar
e assistiu calmamente
ao cara que tocava minha vida
trocando latas de cerveja
e tragos mal dados
num cigarro que abandonei por fim
eu vi, hoje, sob a chuva de verão
todo o amor que eu quero para mim
e estava lá, após um fim-de-semana simples
depois de ouvir Turn your lights down low
e ao ouvi-la novamente, percebi
que não quero descolar minh'alma da tua.
seus beijos flutuando até a boca
que te suga toda semana
enfiei meus pés nos teus
para aquecer o coração
eu sonhei com você
enquanto dormia ao teu lado
eu vi em seus olhos
toda aquela energia
que nos envolve
como quando sentou naquele
banquinho do bar
e assistiu calmamente
ao cara que tocava minha vida
trocando latas de cerveja
e tragos mal dados
num cigarro que abandonei por fim
eu vi, hoje, sob a chuva de verão
todo o amor que eu quero para mim
e estava lá, após um fim-de-semana simples
depois de ouvir Turn your lights down low
e ao ouvi-la novamente, percebi
que não quero descolar minh'alma da tua.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Ella sobe os degraus
Apressada
Suspende a barra da saia
Pula na ponta dos pés
Enquanto seu amor corre
Atrás
Entre o aroma das rosas
E as folhas verdes
Ella deita num canto
O peito arfando
Sente as pernas moles
E a leveza do toque
A maciez da boca aveludada
E vê o papel que pende
Da mão de seu amor:
* "Amor, me encontra na escada.
Amor, levanta a minha saia.
Ali de degrau em degrau, enquanto ninguém vê ...
Sussurra no meu ouvido ...
Quero tua voz safada.
Quero aqui na escada, debaixo da minha saia!"
*Trecho tirado de Hella de Monalisa Budel
Apressada
Suspende a barra da saia
Pula na ponta dos pés
Enquanto seu amor corre
Atrás
Entre o aroma das rosas
E as folhas verdes
Ella deita num canto
O peito arfando
Sente as pernas moles
E a leveza do toque
A maciez da boca aveludada
E vê o papel que pende
Da mão de seu amor:
* "Amor, me encontra na escada.
Amor, levanta a minha saia.
Ali de degrau em degrau, enquanto ninguém vê ...
Sussurra no meu ouvido ...
Quero tua voz safada.
Quero aqui na escada, debaixo da minha saia!"
*Trecho tirado de Hella de Monalisa Budel
domingo, 13 de janeiro de 2008
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