segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sobre enlace, caminho e equanimidade

Casamento é como uma plantinha:
é preciso adubar a terra, aguar
para florescer
às vezes a gente precisa podar alguns galhos
remover as folhas secas
para que ele continue crescendo forte
e para que dê frutos.

Em determinadas épocas
é comum a planta amarelar,
deixar ir suas folhas,
entrar num processo de hibernação...
Assim como em outras surgem as flores
e depois os frutos.

E planta é inteligente, apesar de não somar nem subtrair;
Não se abate, busca alternativas, o impulso pela vida é grandioso.
É o que importa.
E se adapta
E não finge ser boto ou estrela,
age como planta em todo seu processo de florescimento
geração e renovação.

Todo o processo é um caminho de amor
Se seguido com o coração aberto,
nem que seja uma frestinha.
E sua oscilação é como a vida de uma planta
Ou como o pulso,
que ora acelera, ora acalma;
atenua ou bate com força.

Em qualquer da situações é sempre pulso;
É sempre vida.
Não há o que temer, frustar ou gostar,
Há de apenas amar, olhar nos olhos do outro
e se ver
e saber
que somo apenas um nesse organismo enorme chamado
UNIverso.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Grandes olhos negros
Como profundos lagos de amor
Olhos misericordiosos, que tudo veem
Úmidos - emoções da Grande Mãe

Do chão me agito
Como verme maldito que roga
Uma bênção da Mãe
Para vir a Ser

Digna

Meu coração baila na melodia doce
Que tocam pra Mãe
O mal se vai com o vento
O amor chega nas ondas do mar

Um sonho, uma expectativa
Um delicado presente a ser desenterrado
e entregue no dia da vitória.
Uma vida, apenas um breve lamento diante da amplitude do universo.
Único, uno.


Que ao anoitecer as estrelas guiem nossos sonhos...
E que o sol ilumine nosso caminho na alvorada.

domingo, 4 de maio de 2014

Renascimento

Abri a cancela da vida
E do outro lado havia um caminho sob o pôr-do-sol
Florido em cores e perfumes
Ladeado por animais e pessoas amadas
Do céu se viam as estrelas em plena claridade
Era o dia fundindo com a noite...
O ar era puro e fresco, minha respiração corria solta,
com peito leve, um bálsamo!
Me senti adentrando o palco da minha vida,
Um palco sem fim, esse caminho de cores de aurora,
Com pássaros a dar boas-vindas através de canto e revoadas
Eu estava no céu, no meu céu.
Uma visão de olhos abertos enquanto escrevia essa poesia;
Um parto com sangue e papel, porém limpo de dor - da antiga dor.
Eis aqui o meu começo, eis aqui meus primeiros passos.
Sou luz, sou feliz, sou grata, sou amor!

Deixo o hino que toca agora com um recado:

Chandra Lacombe
Brilho da Verdade (São Miguel)

Chegou na voz do vento,
venho para enunciar.
A tormenta desse tempo,
e ninguém queira duvidar.

Quem ainda esta dormindo,
na ilusão a se demorar.
Não da mais pra viver fugindo,
é preciso desapegar.

Aqui vai doer um pouco,
para a cura depurar.
Segue sofrendo o orgulhoso,
Que se recusa a se trabalhar.

Se a ordem é severa,
é para quem não se firmou.
Quando pensar é como vela,
a luz dissipa o terror.

É no comando de São Migue, 
essa vitória acontecer.
Tudo que não reflete Deus,
aqui não vai mais se estender.

Com o brilho da verdade,
Divina estrela vem confirmar.
Que o amor e a bondade,
nessa esfera é que vão reinar.

https://www.youtube.com/watch?v=sgKSlFJCEeo&list=RDHWS4NSzfXVA

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Exaltação ao Feminino

Deus Pai, Deus Sol,
Finco a minha bandeira na terra
Absorvo a partir de Ti a luz dourada,
O sopro da verdadeira vida

Abro meu coração para penetrares...
Se estou pronta para o dia
Estou pronta para a noite
Que manifeste em mim a Lua!
Oh, Lua! Virgem Mãe, Deusa do Amor
A ti entrego meu Ser resignadamente

Faz de mim primavera e regula meu inverno
Equilibra, minha Mãe, esse meu Ser

Chamo o Fogo Dourado do Pai através da Mãe
Que floresçam mil pétalas coloridas em meus campos!

quinta-feira, 6 de março de 2014

A morte é um parto às avessas
Um parto para dentro
de ti, que lida com a perda
de si, nascendo para a eternidade...

Viver tão somente serve para findar
E que legado irá deixar nessa vida?

O que perece é o corpo,
as pessoas
vivem para sempre na memória, no coração,
na história
e no sangue.

Qual semente irá plantar e regar?
E desapegue dos frutos!
Obra que é obra é de domínio público!
Que viver apenas para si mesmo é como não existir.

Bom mesmo é compartilhar!

*Dedicado ao vovô João, in memoriam.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

É preciso muita disposição
para enxergar o outro
além do julgamento.
É preciso ainda mais disposição
para reconhecer a luz do outro,
sem se sentir ofuscado,
sem querer apaga-la. Afinal,
todos somos portadores
de uma centelha de luz.
Pede-se sabedoria
para conectar pelo coração.

As centelhas reunidas de hoje são o fogo transformador de amanhã.