domingo, 8 de novembro de 2009

Uma vida inteira
Fluindo pela gota
Pendurada na ponta
Do focinho
Medo.
Não tenha medo,
Meu amor!
Colo meu corpo contra o seu
Abraço forte
Dou-lhe um beijo
E ela é sedada
Responde ainda
Aos estímulos:
Ouve, entende, vê.
Sente o cheiro abafado
Da noite derradeira
Perde a consciência...
Sinto seu coração acelerando
E logo... não sinto mais nada.
Acabou o sofrimento,
Dela e meu
Acabou.
Resta o amor, a saudade.
Resta a paixão.

Um comentário:

Gabriel Navarro disse...

Ah, Mme. Bartchewsky... Como pode tanta força poética em versos tão singelos? Muito lindo esse poema, muito "caseiro" e refinado ao mesmo tempo. Acompanharei este espaço. ;-)