O desespero desperta
E atormenta, acossa
A língua gelada em minha nuca
Os dentes afiados em minha boca
Delírios de morte
Até o sol sucumbe
O chão se abre
Em poços de sal e fel
As presenças cortam como lâminas afiadas
De quando em quando,
O desespero entra em estado dormente
Leva tempo pra respirar c'alma
Existir é apenas verbo transitivo
Onde nada é real
E tudo é torpe.