Do vazio latente
De que do nada
Pode tudo engendrar
O despertar é como atravessar
Um véu de espelhos e cristais
Em prismas que dançam
Suspensos do alto infinito
Meus olhos fitam os seus,
Tão solares aflorados de vida
Por entre os primeiros raios de sol
De uma manhã fria
Suas mãos quentes
No meu rosto são meu lar
Nossos corações repousam
Na paz de um amor maduro
Enquanto nossos corpos
Modificados pelo tempo
Se ajustam com as bússolas
Da sabedoria
Não mais para viver mais um dia
- o que resta é único e sagrado -
Vivamos este instante.
Dedicado ao meu companheiro de vida, meu amor, Luciano Ernesto Lobato.
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