sexta-feira, 31 de julho de 2015

Vem!
Com toda força da existência que te imprime.
Não precisa ter pressa, todo tempo cabe,
não há nada que impeça
esse florescer, esse ensolarar...

Escancara essa porta
o medo tem a forma que lhe conferimos;
nada é maior do que nossos devaneios,
o que pesa não pertence à minha mala.

E sobra essa coragem-menina,
cheia de compaixão e gratidão para semear
num quarto escuro e bolorento
as flores que hão de decorar meus caminhos.

Solta essa fita, dança bailarina!
Em mudras e véus de fumaça
O sândalo embala essa subida ao meu céu.

Eu sou aquilo que sou.
Eu sou tão só aquilo que eu penso que sou.

2 comentários:

Claudina Correia disse...

Que poesia linda! Me arrebatou e não canso de ler!
Parabéns Cris!

Cristine Bartchewsky Lobato disse...

<3