sábado, 15 de novembro de 2008

Uns sorrisos na bolsa
Umas máscaras apertadas
Nas quais já não caibo mais
Talvez uma música
No meio da madrugada
Tenha penetrado meu corpo
Por osmose
Por muito menos
Seus olhos me olharam
Não disse,
Não disse nada
Não era preciso
Foi apenas um desatino
Frio abraço do destino
Uma onda terna, quente
Como hálito de virgem
Tuas mãos nos nós dos meus cabelos
Tua boca no meu ouvido
Minha liberdade alugada
Num cabaré com poltronas e almofadas
Escarlate
Seu corpo me censurando
Contra a parede nua
Minha sede,
Meu sonho latente
Você na mira da minha lente.

Um comentário:

Fernando Araujo disse...

velhas máscaras, vidinha levada à miléssima pó-tência, coisas que mudam como no caleidoscópio de dias seguintes à dias seguintes.

tirando as frases pomposas, a dura vida de uma lapidadora de cristais.

lindo. adorei os últimos textos.