domingo, 23 de novembro de 2008

Tudo tão abandonado à penumbra
Tudo tão entregue à madrugada...
As pernas lânguidas envoltas num lençol branco
A chama do isqueiro, a brasa do cigarro
Iluminam seu rosto
Silêncio
Sim
Esse é o nosso caminho
De estranhos conhecidos
De amantes forjados no azul escuro do céu
Todas as estrelas que vimos
Com o pescoço esticado para cima
Com o frio cortando a pele do rosto
Todas elas viram
E calaram.

Um comentário:

Fernando Araujo disse...

Nossa, que poemas fodassos, obrigado pela poesia e tudo o mais.

beijo.