domingo, 19 de outubro de 2008

Se espantam quando,
Por nada,
Apareço com os olhos enevoados
E a palidez do rosto
Revela morbidez;
Ao que tento explicar
Que sou assim triste
E a felicidade
É somente um estado efêmero
Que se instala na forma
De sorriso caduco...
O sol nasce, sim, para todos
Mas a alguns açoita a carne,
Rasga-lhes a retina.

Minha moléstia se molda
Conforme o tempo
Num dia segue o lume
Noutro prefere pisar em brasas.

3 comentários:

Larissa F. disse...

Saudades do cheiro deste blog. Incrível, não me pergunte o porquê, mas ele cheira a papel antigo com tinta nanquim. Cheiro bom de idéias profundas e saudades imensas de Sampa e suas ladeiras antes inexploradas. Saudades tuas.

Fernando Araujo disse...

Ahá.

então, a gênese para tanta verve, pode ser um bom vinho não?

haha, maçãs, sempre tem alguma nos meus poemas, tenho problemas com elas. oi melhor soluções.

haha, como sempre bons poemas.

não vou eleogiar as ladeiras nem porra nenhuma daqui, essa cidade me irrita.

ahá.

beijo.

Amanda Cordeiro disse...

saudades de vc

e ando meio insensitive, talvez sem faro para poesia.

essa vida de adulta anda calejando o meu coração.

beijo
amo