domingo, 24 de agosto de 2008

Impressoras, telefones
E outros aparelhos eletrônicos
Em colapso
Gritando sons ininteligíveis
Neste cubículo enfadonho -
Prisão deste frigorífico humano;
minha boca abre qual a boca d'um peixe
A palavra muda se debate
Em convulsão, a pobre.
Enrolada na língua,
Presa entre os dentes...
Estrambólico ser
Desesperado e latente
Ansiando por um roto pedaço de papel
Fugindo de ouvidos entupidos pela cera dos mass media.

Um comentário:

Fernando Araujo disse...

Belos poemas para começar a semana. como sempre fico admirado.

beijo cris.

love or confusion.