sábado, 30 de agosto de 2008

E ouvi o que ela disse:
It's too late, baby,
Ao piano;
Eu sei.
Sempre soube que é tarde
Pra você
Que é demais para mim
Todo esse peso no peito
Todas essas brigas
E difamações;

Eu não posso mais gritar
Porque minha voz é falha
Eu não posso mais ir até aí
Porque você não olha nos meus olhos
E eu não suporto essa covardia;

Eu não penso em você, droga!
Eu não penso.
Meu corpo fica assim, inerte
Aí você aparece e ele se debate
Porque não pode ser diferente
E só.
Simplesmente, porque sempre foi assim
Pra você
E pra mim.

Não adianta falar.
Eu não quero mais.
Você não entende
Que o mundo não precisa de você
Nem eu.
Mas eu quero,
O mundo não.
Tão cético, imbecilmente
Cético.
Nem se eu estendesse a mão
Você viria.

E é assim...
Pela metade, por um momento
De felicidade,
Por uma culpa
Ou por vaidade;
Por uma única verdade.

Orgulho.

Do fundo do copo
Ao filtro do cigarro.
Pelas tampas com você!
O mundo não é o seu palco,
Portanto, desça daí e vem me encontrar,
Que eu no camarim, te esperando.

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