No palco das madrugadas
é que elas se apresentam
Vestem suas máscaras desbotadas
Abrem a cortina da Morte
para representar seus papéis;
Entram em nossas casas
e sentam-se aos nossos pés
E com prazer passam a saborear
o fruto doce da Vida.
Essas criaturas inóspitas,
pobres almas abortadas
Que rasgam a noite a chorar
e sugar nossas emoções;
Encontram-se num meio fio
entre a Morte e a Vida...
Tentam resgatar,
então, um sopro do Ser
Poderão sem um corpo ardente?
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