já me acostumei a esta lama
não passo uma noite sem contemplar
teus escritos
não deixo que a lua se apague
quando você se vai
recosto-me ao parapeito
e deixo que a brisa me abrace
Oro para que não nasça o sol
pois somente na boemia você aparece
tento manter os olhos abertos
mas o cansaço me toma
e já não posso mais te amar...
É dia, meu coração já não me pertence
sou apenas um cadáver a andar.
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