quarta-feira, 5 de abril de 2006

Já me acostumei ao meu chão
já me acostumei a esta lama
não passo uma noite sem contemplar
teus escritos
não deixo que a lua se apague
quando você se vai
recosto-me ao parapeito
e deixo que a brisa me abrace

Oro para que não nasça o sol
pois somente na boemia você aparece
tento manter os olhos abertos
mas o cansaço me toma
e já não posso mais te amar...

É dia, meu coração já não me pertence
sou apenas um cadáver a andar.

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