sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

Há uma melodiosa tempestade
caindo lá fora,
onde gotas se atiram, suicidas,
contra as telhas barulhentas...

O ar abafado e pesado
da madrugada
logo dará lugar
ao frescor da alvorada;

Um odor de magnólia
invade o quarto
e inunda meus pulmões
com sua suavidade;

Escrevo cartas e poesias marginais
enquanto Biba dorme docemente.

A luz vacila
por segundos
e meu corpo
já sustenta o cansaço
de um dia fatídico;

Perco a linha das palavras,
Tropeço por entre
a pauta,
repouso nas entrelinhas
da demência
de uma paixão
histérica e aguda
para adormecer nos braços
da noite, chorando...

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