quarta-feira, 29 de abril de 2026

De tempos em tempos
O desespero desperta
E atormenta, acossa
A língua gelada em minha nuca
Os dentes afiados em minha boca

Delírios de morte
Até o sol sucumbe
O chão se abre
Em poços de sal e fel
As presenças cortam como lâminas afiadas

De quando em quando,
O desespero entra em estado dormente
Leva tempo pra respirar c'alma

Existir é apenas verbo transitivo
Onde nada é real
E tudo é torpe.

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