quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Na esquina da Praça Roosevelt
Ou em Bunker Hill
Tantos andares abaixo
Correndo pelas escadas sujas atrás do barraco
De Hank
De Bukowski
Ou numa voz de folha doce
Que balança suave nas copas das árvores
Pequenos pom-pons
Como disse Aimme...
É mais que eu podia querer
Se no livro a palavra escrita for você;
Não há nada que suba ou desça a garganta
Agora
(O coração entala)
E pulsa tão forte
Que penso, vai pular!
Vai se jogar no tapete e dançar
Sob as lâminas amarelo-douradas do Sol
Sobre o pó que deixei para trás
Só para dizer que é maior.
Muito maior.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ponto com um pingo
De vergonha
Sem lágrimas
Gotas de sal
Poucas... Bem verdade;
Sentidas doces
A rolar pela face-luz
Gota serena
De paz, de alívio;
Ternura pequena
Que acalma o bater
Incessante do peito
Quando apertado em seu laço.
Ponto traçado,
Pensado.
Unindo o que será separado;
Ponto e vírgula,
Não por acaso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Que deixe ir
Como água corrente
Rente
Ao descanso
Enquanto danço
Os pés no sapato
Segundo ato
Cortina aberta
Feito fenda certa
De dor e pavor
De amor
Eu amor
TEu amor
Toda cor
Que espalhou
No meu rosto
Quando o teu espelhou
No mar raso do meu seio
Outrora alheio
Ao seu desassossego;
Doçura e apego...
Cartas tiradas ao acaso
Sonhos queimando com o relâmpago
Da verdade
Fúria do som que distorce
O medo ferino aos ouvidos
Sinos que badalam
Como bálsamo rastejante
De animal ferido
Cobra
Cupido
Beijo de anjo maldito:
Destino.