Poesia também é hábito:
Você não deve conter a poesia.
É como água que atravessa pelas fendas
Não dá para controlar a intensidade,
Imprime pelas mãos que escrevem
Devasta com a língua que desfere.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Hoje eu sangrei uma veia
- Como há muito não sangrava -
E dela deixei verter as palavras contidas
Arredias e tristonhas...
Espremi o corte diagonal
E o que gotejava
Era o veneno sufocante da dor
Angústia venosa
Natimorta na noite preta e medonha
Do pincel uma lágrima
Uma forma, um sussuro
A cinza espalhada pelo cigarro
Do desespero...
Vastidão.
Um mundo imenso e gélido
Oco.
Indiferenças ambulantes,
Cadáveres a andar.
E a brutalidade logo ali,
Na esquina:
Quando o vidro fumê divide um mundo
Do outro
Quando a busca pelo seleto se torna tão fundamental
Que espaços fechados e refrigerados
Tornam o contato glacial.
Ausência de humanidade.
- Como há muito não sangrava -
E dela deixei verter as palavras contidas
Arredias e tristonhas...
Espremi o corte diagonal
E o que gotejava
Era o veneno sufocante da dor
Angústia venosa
Natimorta na noite preta e medonha
Do pincel uma lágrima
Uma forma, um sussuro
A cinza espalhada pelo cigarro
Do desespero...
Vastidão.
Um mundo imenso e gélido
Oco.
Indiferenças ambulantes,
Cadáveres a andar.
E a brutalidade logo ali,
Na esquina:
Quando o vidro fumê divide um mundo
Do outro
Quando a busca pelo seleto se torna tão fundamental
Que espaços fechados e refrigerados
Tornam o contato glacial.
Ausência de humanidade.
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