Um assombro!
Quando ela tira o véu
E a gente vê a carne exposta
O vermelho do sangue
Que não é carmim de boca
O cheiro de medo que exala
Dos olhos - enormes faróis,
Ela ciceroneia a loucura
Com máscaras venezianas
Entra e sai com classe dos salões
Dança a última música
Solitária, ao som do violino
E arrebenta um tendão
Pra não sentir a dor.
domingo, 5 de abril de 2009
Da panela o som do pipoco
Um estouro de pipoca
Que estala na tampa metálica
Como o soco do músculo
Contra o peito
- Desesperado, afobado -
Abafado
Marcando o tempo do relógio
Como passos de uma bailarina russa
Adestrada
Ou o piscar dos seus olhos
Quando perdidos ao longe
Esquecidos de tudo
Perdidos de mim
Num ponto além
Haverá mais alguém
Que passar possa
Estendido as noites eternas
E derradeiras
Ao teu lado
Sob a mudez impermeável dos amantes
Que nada usam para comunicar,
Senão o ardor e a fúria que contém
O corpo
Seja pequeno ele e delicado,
Seja bruto, sórdido?
Haverá alguém além desta que vos oferece os lábios em brasa?
Um estouro de pipoca
Que estala na tampa metálica
Como o soco do músculo
Contra o peito
- Desesperado, afobado -
Abafado
Marcando o tempo do relógio
Como passos de uma bailarina russa
Adestrada
Ou o piscar dos seus olhos
Quando perdidos ao longe
Esquecidos de tudo
Perdidos de mim
Num ponto além
Haverá mais alguém
Que passar possa
Estendido as noites eternas
E derradeiras
Ao teu lado
Sob a mudez impermeável dos amantes
Que nada usam para comunicar,
Senão o ardor e a fúria que contém
O corpo
Seja pequeno ele e delicado,
Seja bruto, sórdido?
Haverá alguém além desta que vos oferece os lábios em brasa?
Assinar:
Postagens (Atom)