Nuvem num céu borgonha
É da cor do que derramei
Hoje, pela tarde,
Num colapso,
Minhas lágrimas em evasão
Pelo espaço que ocupa a solidão
Soltei as mãos da vida
- agora trêmula, na agonia da ilusão -
Caminho sem cadência
Sob o veludo negro, perdido
Do céu
Sem assunto, nem prenúncio
Do que quer que seja
Vivendo essa pirotecnia
Que nunca finda
Na rua cinza rodeada de estacas
De concreto
De sinais espasmódicos,
Fantasmas psicodélicos
Eu, Pierrot.
sábado, 27 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Com um era só química
Com o outro uma paixão doentia absurda,
Absurda...
Com você foi química
Física,
Poesia, anatomia;
Com você a carne partia internamente
Eram veias e artérias pulsantes
Misturando meu sangue gelado
Quando te via;
Eram todas as células ofegantes
Do meu corpo enlaçado no seu abraço
Os dedos dormentes
Que não se moviam
- Mal estremeciam -,
Os olhos lacrimejantes, sem piscar
Temendo perder um gesto seu
A boca muda pelos seus beijos
Que não desgrudavam nunca
A cama dormida, os lençóis dormidos
O quarto abafado com você
O inexpressável
A completude ausente em mim.
Com o outro uma paixão doentia absurda,
Absurda...
Com você foi química
Física,
Poesia, anatomia;
Com você a carne partia internamente
Eram veias e artérias pulsantes
Misturando meu sangue gelado
Quando te via;
Eram todas as células ofegantes
Do meu corpo enlaçado no seu abraço
Os dedos dormentes
Que não se moviam
- Mal estremeciam -,
Os olhos lacrimejantes, sem piscar
Temendo perder um gesto seu
A boca muda pelos seus beijos
Que não desgrudavam nunca
A cama dormida, os lençóis dormidos
O quarto abafado com você
O inexpressável
A completude ausente em mim.
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