Braços abertos
Na guia da calçada
Um pé a frente do outro
Como na corda bamba
Soltei os laços,
Deixei a vida correr
Sob a abóbada negra
Deixei que saltasse as poças
E chutasse as pedrinhas
No meio do caminho
Parei no cruzamento
E fiquei estática
Vendo-a correr
No embalo do amarelo piscante
Sob a garoa rala.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Mais de um dedo discando
O número do suposto doutor
Num desespero supremo e inaudito
Com os olhos saltados de pavor;
Os pulmões mal aprisionavam o ar
E este já escapulia.
A mente insône não parava
Incessante, tamborilava no teclado
Apressada, desconexa,
Quase decrépita idéia
Que boiava na superfície
Da água junto à gordura
Na pia.
Os pensamentos se contorciam
Tentavam a evasão inexorável
Por vias alternativas do meu corpo
Brotavam assim, sem o menor pudor
Em público a me vexar.
O número do suposto doutor
Num desespero supremo e inaudito
Com os olhos saltados de pavor;
Os pulmões mal aprisionavam o ar
E este já escapulia.
A mente insône não parava
Incessante, tamborilava no teclado
Apressada, desconexa,
Quase decrépita idéia
Que boiava na superfície
Da água junto à gordura
Na pia.
Os pensamentos se contorciam
Tentavam a evasão inexorável
Por vias alternativas do meu corpo
Brotavam assim, sem o menor pudor
Em público a me vexar.
domingo, 19 de outubro de 2008
Se espantam quando,
Por nada,
Apareço com os olhos enevoados
E a palidez do rosto
Revela morbidez;
Ao que tento explicar
Que sou assim triste
E a felicidade
É somente um estado efêmero
Que se instala na forma
De sorriso caduco...
O sol nasce, sim, para todos
Mas a alguns açoita a carne,
Rasga-lhes a retina.
Minha moléstia se molda
Conforme o tempo
Num dia segue o lume
Noutro prefere pisar em brasas.
Por nada,
Apareço com os olhos enevoados
E a palidez do rosto
Revela morbidez;
Ao que tento explicar
Que sou assim triste
E a felicidade
É somente um estado efêmero
Que se instala na forma
De sorriso caduco...
O sol nasce, sim, para todos
Mas a alguns açoita a carne,
Rasga-lhes a retina.
Minha moléstia se molda
Conforme o tempo
Num dia segue o lume
Noutro prefere pisar em brasas.
sábado, 18 de outubro de 2008
Me apaixonei!
E passei horas
Admirando sua imagem...
E agora José?
Que belo infortúnio
O destino me enviou
Mais uma vez...
Já não era sem tempo
A libertação de minh'alma
E novamente meu coração é esmagado
Pela doce voz de um passarinho.
Os nervos conflitantes
Enviam mensagens de retrocesso
E é como se a comporta se abrisse
E o ontem estivesse do outro lado;
Ainda hei de descobrir o antídoto
Contra essas febres soturnas.
E passei horas
Admirando sua imagem...
E agora José?
Que belo infortúnio
O destino me enviou
Mais uma vez...
Já não era sem tempo
A libertação de minh'alma
E novamente meu coração é esmagado
Pela doce voz de um passarinho.
Os nervos conflitantes
Enviam mensagens de retrocesso
E é como se a comporta se abrisse
E o ontem estivesse do outro lado;
Ainda hei de descobrir o antídoto
Contra essas febres soturnas.
sábado, 11 de outubro de 2008
Sou o momento
O gosto da mordida na maçã
Nostalgia,
Música,
Alegoria
Sou veneno antimonotonia
O balanço da palmeira
Na viração
Sou mais que intenção
Tatuagem da memória
Ressaca noturna
Estendida na areia
Sou sereia,
Beijo fugaz
Moça plácida, sem máscaras...
Abraço a saudade
- Pedras da tua rua -,
Minh'alma é nua
Nesses dias de rotina dormida
Quando perco o pálido desejo
De esquecer que te esqueci.
O gosto da mordida na maçã
Nostalgia,
Música,
Alegoria
Sou veneno antimonotonia
O balanço da palmeira
Na viração
Sou mais que intenção
Tatuagem da memória
Ressaca noturna
Estendida na areia
Sou sereia,
Beijo fugaz
Moça plácida, sem máscaras...
Abraço a saudade
- Pedras da tua rua -,
Minh'alma é nua
Nesses dias de rotina dormida
Quando perco o pálido desejo
De esquecer que te esqueci.
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