sábado, 28 de junho de 2008

O ódio é o amor
Fazendo birra
E se não houve uma ponta de ódio
No final,
Não houve, então, amor
Nem um só delírio
De paixão
Menos que ilusão
De almas condicionadas
Ao enfadonho mecanismo
De valores quase esquecidos
Talvez deturpados
Do que o ontem deixou.

Se não odeio,
Nunca pude ter amado.

3 comentários:

helô disse...

Faço minhas as suas palavras. O ódio que resta é sempre proporcional ao afeto de outrora.
Para os que restam, uma mera repugnância coberta de óleo basta.

Fernando Lupado disse...

Meu deus que lindo.

concordo com todas as palavras escritas.

beijoca.

Larissa disse...

Amor é ódio. Perfeito.