O ódio é o amor
Fazendo birra
E se não houve uma ponta de ódio
No final,
Não houve, então, amor
Nem um só delírio
De paixão
Menos que ilusão
De almas condicionadas
Ao enfadonho mecanismo
De valores quase esquecidos
Talvez deturpados
Do que o ontem deixou.
Se não odeio,
Nunca pude ter amado.
sábado, 28 de junho de 2008
Faz tanto tempo,
Faz.
A luz ainda está
Quando a noite cai
E meu cobertor é a voz
A lembrança do seu,
Só seu,
Amor por mim
Que me faz querer
Te encontrar
E proteger do mal
Que eu mesma
Posso te levar;
O medo de te magoar
Não me deixa te olhar
E você insiste em me amar
Assim, com essa sua paciência...
Tudo que me falta.
Faz.
A luz ainda está
Quando a noite cai
E meu cobertor é a voz
A lembrança do seu,
Só seu,
Amor por mim
Que me faz querer
Te encontrar
E proteger do mal
Que eu mesma
Posso te levar;
O medo de te magoar
Não me deixa te olhar
E você insiste em me amar
Assim, com essa sua paciência...
Tudo que me falta.
Ouvir Bob Marley dói;
Vem do estômago
E na garganta trava
Um enjôo
Uma vontade de gritar
De te achar
E te espancar
Por me fazer acreditar
No seu dito amor
E sem mais me deixar
Não sei quanto posso te odiar
Nunca fui boa em contar
Mas sei que é proporcional
Ao meu amor
À minha dor
A todo horror
Que me assombra
Nessas noites quentes,
Sufocantes;
À toda raiva
Por me enganar,
Por se enganar...
Vou vomitar
O mal estar,
Me libertar.
Vem do estômago
E na garganta trava
Um enjôo
Uma vontade de gritar
De te achar
E te espancar
Por me fazer acreditar
No seu dito amor
E sem mais me deixar
Não sei quanto posso te odiar
Nunca fui boa em contar
Mas sei que é proporcional
Ao meu amor
À minha dor
A todo horror
Que me assombra
Nessas noites quentes,
Sufocantes;
À toda raiva
Por me enganar,
Por se enganar...
Vou vomitar
O mal estar,
Me libertar.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
De tudo já foi um tanto
Por tudo ficou um pouco
Da sede que a boca matou
Pela saudade que o abraço deixou
Meu côncavo
Seu convexo
Na manhã de domingo
Nossos paralelos,
Eu perpendicular a você
Um copo de coca em cima da TV
E todo o mais que se mistura
Às reminiscências oculares
Ao inexpressável
Ao que só eu sei caber em mim.
Por tudo ficou um pouco
Da sede que a boca matou
Pela saudade que o abraço deixou
Meu côncavo
Seu convexo
Na manhã de domingo
Nossos paralelos,
Eu perpendicular a você
Um copo de coca em cima da TV
E todo o mais que se mistura
Às reminiscências oculares
Ao inexpressável
Ao que só eu sei caber em mim.
domingo, 15 de junho de 2008
Saudade encarnada
Nessa cápsula rota
Que encerra beleza
E mediocridade
Síntese da gênese
De almas ecbólicas
Vestindo disfarces
Nas manhãs ebúrneas
Pelos fogos de artifício,
Já que não mais há sol...
Rosto retratado no tablado
Refletindo os olhos
Na mancha rubra
Que goteja da vida
Quando contemplo
Aquele santo lugar.
Nessa cápsula rota
Que encerra beleza
E mediocridade
Síntese da gênese
De almas ecbólicas
Vestindo disfarces
Nas manhãs ebúrneas
Pelos fogos de artifício,
Já que não mais há sol...
Rosto retratado no tablado
Refletindo os olhos
Na mancha rubra
Que goteja da vida
Quando contemplo
Aquele santo lugar.
sábado, 7 de junho de 2008
Não sabe quanto tive que viver
Pra estar aqui
Quanto tive que morrer
Pra poemar e rir
Quantas vezes minh'alma
Se esfacelou
À tempestade, numa esquina qualquer
Das mazelas, das migalhas,
Das vezes que gritei alto
Pra não ser ouvida
De quantas máscaras me despojei
Pra sobrar esse invólucro demente
E achar qualquer saída
Pra um beco recendendo
A whisky e cigarro.
Lembra, todas as vezes
Que você me matou?
A última sangra até agora...
Eu continuo mastigando estilhaços
Pra rasgar o avesso
Que gruda no seu esquecimento;
Uma falta de ar
E me pego esganando
Minha própria garganta.
Pra estar aqui
Quanto tive que morrer
Pra poemar e rir
Quantas vezes minh'alma
Se esfacelou
À tempestade, numa esquina qualquer
Das mazelas, das migalhas,
Das vezes que gritei alto
Pra não ser ouvida
De quantas máscaras me despojei
Pra sobrar esse invólucro demente
E achar qualquer saída
Pra um beco recendendo
A whisky e cigarro.
Lembra, todas as vezes
Que você me matou?
A última sangra até agora...
Eu continuo mastigando estilhaços
Pra rasgar o avesso
Que gruda no seu esquecimento;
Uma falta de ar
E me pego esganando
Minha própria garganta.
Eu chamei
E você ouviu.
Esse lance perdura
Através dos passos incertos
Que trocamos
Os olhos cansados
Há uns incontáveis
Dias;
Não cospimos insultos
Nem desculpas;
Sinto falta.
Quando daqui há anos
Nos veremos?
Ou não...
Deixa disso!
Deito as noites
Como quem embala
Uma criança
Deito os dias
Como quem fecha
As cortinas
Para o show acabar
Vejo sempre você,
De esguelha,
Na platéia.
E você ouviu.
Esse lance perdura
Através dos passos incertos
Que trocamos
Os olhos cansados
Há uns incontáveis
Dias;
Não cospimos insultos
Nem desculpas;
Sinto falta.
Quando daqui há anos
Nos veremos?
Ou não...
Deixa disso!
Deito as noites
Como quem embala
Uma criança
Deito os dias
Como quem fecha
As cortinas
Para o show acabar
Vejo sempre você,
De esguelha,
Na platéia.
As borboletas vivem
Uma só manhã,
Um só luar...
Em minha mente
O pó das lembranças
Vai se espalhando
Provocando a rinite
- A vida não tão entupida quanto o nariz -,
Entre um espirro e outro
Borboletas voam
Em minha garganta
E sai My Way
Do rádio-relógio
Pra acalmar.
Atchim!
Pobres borboletas...
Como ia dizendo,
Uma só manhã,
Um só luar...
Uma só manhã,
Um só luar...
Em minha mente
O pó das lembranças
Vai se espalhando
Provocando a rinite
- A vida não tão entupida quanto o nariz -,
Entre um espirro e outro
Borboletas voam
Em minha garganta
E sai My Way
Do rádio-relógio
Pra acalmar.
Atchim!
Pobres borboletas...
Como ia dizendo,
Uma só manhã,
Um só luar...
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