Você não pode
Você não tem
Pra me dar
O calor, a tensão,
A sutileza,
A histeria
Você é fraco
Você é farrapo
Largo,
Parco,
Imundo,
Você é raso
Seu sorriso não contenta
O seu corpo não enfrenta
A loucura que me contém
Meu amor não isenta
Sua culpa de fraqueza
Seu sexo não me atormenta
Você nem pôde
Nunca teve
Pra me dar
O que ao meu sexo explode...
Prefiro bala de menta
Ao seu beijo;
Prefiro quem me afronta.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
No mesmo compasso
Aquele som de 60'
Vazando pelas cortinas
Lambendo meu corpo
Molhado do banho
As poesias espalhadas
No assoalho
Você me apertando
Contra a estante, suando;
Eu de quatro no sofá
As mãos apoiadas
No encosto
Vendo o pôr-do-sol
Pela janela
E me veio aquela
Guitarra atormentada...
Você na cozinha,
Eu na sala.
Aquele som de 60'
Vazando pelas cortinas
Lambendo meu corpo
Molhado do banho
As poesias espalhadas
No assoalho
Você me apertando
Contra a estante, suando;
Eu de quatro no sofá
As mãos apoiadas
No encosto
Vendo o pôr-do-sol
Pela janela
E me veio aquela
Guitarra atormentada...
Você na cozinha,
Eu na sala.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Ao chegar,
Cascatas de sonhos,
A escorrer pelas retinas,
De pensamentos processados
Da fruta macia
Na cavidade craniana;
Tão brilhantes e mornos
Embalam o sono
Da insone poetisa
Da pequena Monalisa
Cansada de espalhar
Suas mãos pelas vielas
Escurecidas daquele bairro.
Deixou, ela, um laivo
De perfume
Num pedaço de casca de árvore
Para que não se perca
Ao passar seu amor.
Cascatas de sonhos,
A escorrer pelas retinas,
De pensamentos processados
Da fruta macia
Na cavidade craniana;
Tão brilhantes e mornos
Embalam o sono
Da insone poetisa
Da pequena Monalisa
Cansada de espalhar
Suas mãos pelas vielas
Escurecidas daquele bairro.
Deixou, ela, um laivo
De perfume
Num pedaço de casca de árvore
Para que não se perca
Ao passar seu amor.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
De modos detestáveis
A apartar a vida alheia
Num egotísmo infindável
Abominável
Interdizendo o crescimento
Sob futilidades,
Comprando pessoas,
Derrubando as peças
Num tabuleiro forjado
Com sua bênção
Milimetricamente calculada
Contra o adversário
Sem imaginar
Que a fuga vinha programada
Maldizer o peso de sua mão
E trazer de volta o prazer efêmero
Do romantismo
Para mover as engrenagens da alma.
A apartar a vida alheia
Num egotísmo infindável
Abominável
Interdizendo o crescimento
Sob futilidades,
Comprando pessoas,
Derrubando as peças
Num tabuleiro forjado
Com sua bênção
Milimetricamente calculada
Contra o adversário
Sem imaginar
Que a fuga vinha programada
Maldizer o peso de sua mão
E trazer de volta o prazer efêmero
Do romantismo
Para mover as engrenagens da alma.
A poesia se esgota
E sai suja
Quando tudo se mistura
E se rompe numa fissura
Entre meu mundo e o seu
O seu medo me comove
Desperta meu ódio
A sua covardia,
Os sons desgastados
Do dia-a-dia
Tocam as horas
No meu relógio sem ponteiros
E a palavra flui;
O seu amor antigo
Aflora dentro de mim
E em convulsão
Sai uma letra torta
Trôpega
Tinta borrada
No sal da lágrima
Sina comprada
À prestação
Com moeda furada
E sangrada
Meu valor ultrapassa
Essa afetação.
E sai suja
Quando tudo se mistura
E se rompe numa fissura
Entre meu mundo e o seu
O seu medo me comove
Desperta meu ódio
A sua covardia,
Os sons desgastados
Do dia-a-dia
Tocam as horas
No meu relógio sem ponteiros
E a palavra flui;
O seu amor antigo
Aflora dentro de mim
E em convulsão
Sai uma letra torta
Trôpega
Tinta borrada
No sal da lágrima
Sina comprada
À prestação
Com moeda furada
E sangrada
Meu valor ultrapassa
Essa afetação.
Você já andou sem rumo
Pelas ruas em zigue-zague?
Você já pediu a algum bêbado
Que lhe pagasse uma cerveja
Num bar imundo?
Você já quis que um ser
Viesse abduzi-lo em meio à noite?
Você já implorou
Por uma linha paralela à sua
Onde houvesse uma saída
Em algum ponto?
Uma linha que se movesse
Tão rápido, tão distante?
Já pediu para alguém
Apertar o botão da vida
E te deixar descansar?
Para deixar viver,
Deixar amar, sujar?
Eu já.
Pelas ruas em zigue-zague?
Você já pediu a algum bêbado
Que lhe pagasse uma cerveja
Num bar imundo?
Você já quis que um ser
Viesse abduzi-lo em meio à noite?
Você já implorou
Por uma linha paralela à sua
Onde houvesse uma saída
Em algum ponto?
Uma linha que se movesse
Tão rápido, tão distante?
Já pediu para alguém
Apertar o botão da vida
E te deixar descansar?
Para deixar viver,
Deixar amar, sujar?
Eu já.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
É quando a noite silencia
E as criaturas soturnas
Sobem as cortinas
Que me percebo
No palco
Nua,
Apenas um embrulho
À mão;
Carrego a angústia
E a dor sufocante
Em papel laminado
Sob o breu pesado
Dos incontáveis dias
Em que acordo
Com o corpo suado
Na mão crispada,
O lápis que escreve
As entrelinhas
E um sono denso
A consumir os pensamentos.
E as criaturas soturnas
Sobem as cortinas
Que me percebo
No palco
Nua,
Apenas um embrulho
À mão;
Carrego a angústia
E a dor sufocante
Em papel laminado
Sob o breu pesado
Dos incontáveis dias
Em que acordo
Com o corpo suado
Na mão crispada,
O lápis que escreve
As entrelinhas
E um sono denso
A consumir os pensamentos.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
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