Sem medos
Sem dramas
Nem tramas
Mando recados
Qual será o desfecho?
Escolho o enredo
Salpico com palavras
Tudo que quero buscar
Deixo os dedos gritando
A cabeça a voar
Você quem dirá.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Resquícios nas reentrâncias
Das verdades e perfeições
Toxinas e efervescências
Galopantes no líquido rubro
Monocromatismos
Abismos
Linhas de trens tortas
E um suspirante delírio
Tão errante, o pobre...
Divergências pagas
Com o próprio suor
Discrepâncias notívagas
Desolação
Retinas descoladas
Para não enxergar
A sala vazia
A boca seca
O grito rouco e surdo
Relutante
Não podendo acreditar.
Das verdades e perfeições
Toxinas e efervescências
Galopantes no líquido rubro
Monocromatismos
Abismos
Linhas de trens tortas
E um suspirante delírio
Tão errante, o pobre...
Divergências pagas
Com o próprio suor
Discrepâncias notívagas
Desolação
Retinas descoladas
Para não enxergar
A sala vazia
A boca seca
O grito rouco e surdo
Relutante
Não podendo acreditar.
domingo, 13 de abril de 2008
Não ouço mais
Os botões de ébano
Que piscam sutis
Não creio
Na voz que berra
Boca pouca
Para tantas verdades
Alma infanta
Para tantas maldades
Não risco mais os nomes
Da agenda
Apago os dias num clichê
Desconstruo o que foi
O melhor, o derradeiro
Tudo que há
De mais fuleiro
Não me prendo
À peças de dias
Corriqueiros
Ando à noite
Com a bolsa
Eu carrego uns segredos.
Os botões de ébano
Que piscam sutis
Não creio
Na voz que berra
Boca pouca
Para tantas verdades
Alma infanta
Para tantas maldades
Não risco mais os nomes
Da agenda
Apago os dias num clichê
Desconstruo o que foi
O melhor, o derradeiro
Tudo que há
De mais fuleiro
Não me prendo
À peças de dias
Corriqueiros
Ando à noite
Com a bolsa
Eu carrego uns segredos.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
É outono - no início,
A mais bela fria estação
Folhas ainda suspensas
Espatódeas fazendo inveja
No alto das copas
Laranja menina
Olhando o céu esbranquiçado
Da nostalgia impulsiva
A vida correndo por avenidas
As plantas implorando
Para alargar a vida
Para a dimensão do asfalto
Nascer, crescer, viver...
Deixar o corpo,
Num movimento lúdico,
Atirar-se
Nessa rede flácida
Afundar e emergir
Chupar os dias
Como balas de hortelã.
A mais bela fria estação
Folhas ainda suspensas
Espatódeas fazendo inveja
No alto das copas
Laranja menina
Olhando o céu esbranquiçado
Da nostalgia impulsiva
A vida correndo por avenidas
As plantas implorando
Para alargar a vida
Para a dimensão do asfalto
Nascer, crescer, viver...
Deixar o corpo,
Num movimento lúdico,
Atirar-se
Nessa rede flácida
Afundar e emergir
Chupar os dias
Como balas de hortelã.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
O sangue ferve
Sobe aos lábios
Até corar
Suspiro longo
Escapa do peito
Ao recordar
Enquanto a dor
Repousa na demência
O amor
Expulsa a dormência
Resolve se mudar
Quem sabe outro ar...
Pro desconforto, morfina
- a cafeína -
Pra sobreviver,
Poesia
A que imprime
Sem vergonha
A falta daquele
Olhar,
Do corpo nu
Junto ao meu,
E um número antigo
Pra discar.
Sobe aos lábios
Até corar
Suspiro longo
Escapa do peito
Ao recordar
Enquanto a dor
Repousa na demência
O amor
Expulsa a dormência
Resolve se mudar
Quem sabe outro ar...
Pro desconforto, morfina
- a cafeína -
Pra sobreviver,
Poesia
A que imprime
Sem vergonha
A falta daquele
Olhar,
Do corpo nu
Junto ao meu,
E um número antigo
Pra discar.
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