terça-feira, 18 de março de 2008

Lua alta lançada
Como pedra no breu
Hoje a noite foi safada
Ontem atirei os eus
Despojei-me da rotatividade
Dos pensamentos senis
Lamentei o último trago
E vomitei meus males em ti
Descolei do mármore da face
No canto
Sorrisos gentis
Quando o moço olhou de lado
Lembrei-me das palavras sutis
Quais andei desenhando
Com os dedos febris...
Que gargalhada gostosa
Escapou-me faceira
Tu não tens o tato
Que o rapaz deve ter
Tu és tão medíocre
E pequeno
Que numa rima não cabe
Sequer faz ruido
Tens um lado caído
De quem nada mais quer
Pois do carmim que pinto
Os lábios em flor
Nem mereces o beijo
Embebido em cicuta
Estalado com efeito
E a cada verso oferecido aqui
Imprimo meu desprezo
Com perfume nº5
Pra lembrares de mim.

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