O amor morre na saliva
No gosto do pecado
Na lágrima viva
Num último recado
A carícia falsa
Olhos que procuram
Encontrar uma causa
Nos olhos que juram
Peito aberto, rasgado
Peito coberto, trancado
Mãos que procuram mãos
Que dizem nãos
Boca sedenta, olhos aflitos
Uma quinta-feira chorada
Um sábado aos gritos
Por uma grande mancada.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Já fui outra.
Já estive fora de mim.
Acho que estou me tornando clássica...
Madeleine me disse
Num blues-sangue-nas-cordas,
Numa conversa mole,
Que não há homem bom
Para nós no bar
Que a música cura
E o futuro não está
No fundo de um whisky-cowboy;
Correu os dedos por minha testa
Arrumou a franja
Como quem quer espantar
Maus pensamentos
Deu-me um beijo
E foi brilhar;
Na penumbra,
Ao som do piano
Depositei as cinzas
Do amor que queimei
Há pouco, com o canto da boca
Uns goles a mais
E já não sabia porque ria
Mas tudo parecia lindo,
Colorido e lento
Como num filme dos anos 30
E quando acordei
Aquela visão vermelha,
Monocromática nas mãos
E o coração ao lado
Crispado de dor
Que você esqueceu de guardar.
Já estive fora de mim.
Acho que estou me tornando clássica...
Madeleine me disse
Num blues-sangue-nas-cordas,
Numa conversa mole,
Que não há homem bom
Para nós no bar
Que a música cura
E o futuro não está
No fundo de um whisky-cowboy;
Correu os dedos por minha testa
Arrumou a franja
Como quem quer espantar
Maus pensamentos
Deu-me um beijo
E foi brilhar;
Na penumbra,
Ao som do piano
Depositei as cinzas
Do amor que queimei
Há pouco, com o canto da boca
Uns goles a mais
E já não sabia porque ria
Mas tudo parecia lindo,
Colorido e lento
Como num filme dos anos 30
E quando acordei
Aquela visão vermelha,
Monocromática nas mãos
E o coração ao lado
Crispado de dor
Que você esqueceu de guardar.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
É tudo tão simples
Mas os iludidos sofrem
Porque não têm a medida
O peso dos sonhos
Mozz flui pelos poros
Como sangue quente
Como dor latente
A voz, os instrumentos
Conspiram para deitar
Sua dor num berço macio;
E os cabelos lambem as lágrimas
Palavras líquidas
Que escrevem poças
Contornam a face
Desenham a tristeza.
Eu renego a dor,
Mas acolho em meu peito
Seus doces desejos
Como pássaro ferido
Caído do ninho...
Mas os iludidos sofrem
Porque não têm a medida
O peso dos sonhos
Mozz flui pelos poros
Como sangue quente
Como dor latente
A voz, os instrumentos
Conspiram para deitar
Sua dor num berço macio;
E os cabelos lambem as lágrimas
Palavras líquidas
Que escrevem poças
Contornam a face
Desenham a tristeza.
Eu renego a dor,
Mas acolho em meu peito
Seus doces desejos
Como pássaro ferido
Caído do ninho...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A aflição se desprende d'alma
E faz circulos por minha cabeça
Rodopia em meu ombro
Embaça minha vista
O amor martela na música
Tritura as emoções
Espreme a dor
Até que saiam as lágrimas
A voz choraminga
Lamentos em notas musicais
E limpa o sal do pranto
Acalma o peito
Faz dormir no cansaço
Do sofrimento aguado
Misturado a esperança
Ao seu descaso...
E faz circulos por minha cabeça
Rodopia em meu ombro
Embaça minha vista
O amor martela na música
Tritura as emoções
Espreme a dor
Até que saiam as lágrimas
A voz choraminga
Lamentos em notas musicais
E limpa o sal do pranto
Acalma o peito
Faz dormir no cansaço
Do sofrimento aguado
Misturado a esperança
Ao seu descaso...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Um papel de parede n'alma
Uns amigos que valham
Falso desprendimento
E altos níveis de maldade gratuita
Preconceito, fraquezas
Deita na cama para se deliciar
Com o que restou da dor dos outros
Pisa com força nos cacos
Pra provar que é forte
Mas não olha nos olhos
E manda recados sacais
De doce, tão amargo
Teceu cuidadosamente
A teia macia da mentira
Que arrebentou
Como bolha de sabão
Desprezou a flor
Que brotou no caminho
Bebe da água imunda
Da incerteza
Que carrega nos braços
Que perecerão um dia
Porque eu não volto lá.
Uns amigos que valham
Falso desprendimento
E altos níveis de maldade gratuita
Preconceito, fraquezas
Deita na cama para se deliciar
Com o que restou da dor dos outros
Pisa com força nos cacos
Pra provar que é forte
Mas não olha nos olhos
E manda recados sacais
De doce, tão amargo
Teceu cuidadosamente
A teia macia da mentira
Que arrebentou
Como bolha de sabão
Desprezou a flor
Que brotou no caminho
Bebe da água imunda
Da incerteza
Que carrega nos braços
Que perecerão um dia
Porque eu não volto lá.
Não nego amores que bebi
Não nego histórias que contei
Nem tragos a mais
Ou apelos fatais
Não passo por cima dos erros
Não confundo meus desejos
Não esqueço as palavras
Nem os beijos impressos nos lábios
Não espero você voltar
E se a porta está aberta
É para ventilar
As idéias que deixei
Em banho-maria
Não guardo cacarecos
Não decoro a sala para você
E o cheiro do café não é intencional
Eu só vivo pelas ruas
Com minhas próprias pernas
Eu sou apenas um tanto emocional...
Não nego histórias que contei
Nem tragos a mais
Ou apelos fatais
Não passo por cima dos erros
Não confundo meus desejos
Não esqueço as palavras
Nem os beijos impressos nos lábios
Não espero você voltar
E se a porta está aberta
É para ventilar
As idéias que deixei
Em banho-maria
Não guardo cacarecos
Não decoro a sala para você
E o cheiro do café não é intencional
Eu só vivo pelas ruas
Com minhas próprias pernas
Eu sou apenas um tanto emocional...
Ele veio devagar
Passou a asa mansa
Em minha testa
Disse que eu era maior
Que aquela dor
Maior que intrigas
E mentiras perfumadas
Eu toquei aquela música
Com a voz mole e tragicamente
Afetada
Pelos goles excessivos
Do amor que tomei
Deixei meu corpo lânguido
Cair no tapete
E de lá pensei
Que de repente
Em algum lugar
Eu esqueci que o mundo
É grande
Que o sorriso é largo
Quando andamos de mãos dadas
Com os dias
Repletos de cores e sons
E meus pés viram
Seus próprios rastros
Impressos
Num caminho familiar
E meu coração se acalmou
Porque da imensidão sufocante
Não brotaram fadas fingidas
Mas mãos amigas.
Passou a asa mansa
Em minha testa
Disse que eu era maior
Que aquela dor
Maior que intrigas
E mentiras perfumadas
Eu toquei aquela música
Com a voz mole e tragicamente
Afetada
Pelos goles excessivos
Do amor que tomei
Deixei meu corpo lânguido
Cair no tapete
E de lá pensei
Que de repente
Em algum lugar
Eu esqueci que o mundo
É grande
Que o sorriso é largo
Quando andamos de mãos dadas
Com os dias
Repletos de cores e sons
E meus pés viram
Seus próprios rastros
Impressos
Num caminho familiar
E meu coração se acalmou
Porque da imensidão sufocante
Não brotaram fadas fingidas
Mas mãos amigas.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Trágicos e cômicos
São os dias roliços
Que não cansam
De peças pregar
Crimes e pecados
Amontoados
No canto do quarto
Junto à sujeira
Que não tenho forças
Para limpar
Livros empilhados
Cobertos pelo pó da incerteza
Alegrias e alegorias
Penduradas nas paredes
O azul e o laranja
Na eterna discrepância
No eterno flerte
Entre o gelo e o amor
Que continua a queimar
Meus pés nas frias noites.
São os dias roliços
Que não cansam
De peças pregar
Crimes e pecados
Amontoados
No canto do quarto
Junto à sujeira
Que não tenho forças
Para limpar
Livros empilhados
Cobertos pelo pó da incerteza
Alegrias e alegorias
Penduradas nas paredes
O azul e o laranja
Na eterna discrepância
No eterno flerte
Entre o gelo e o amor
Que continua a queimar
Meus pés nas frias noites.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Quase um segundo antes
Dos pés tocarem o chão
A vibe corria pelos poros
Entre luzes e marabús
Sobre a pele molhada
Enroscada num som vibrante,
Excitante...
Tantos goles de saquê
Para enxergar o outro lado
Até que
Sob o véu do riso solto
E o frêmito da saia
A alegria da moça
Aflorava na madrugada quente
De um sábado de carnaval
E o delírio era real
Tão real quanto sua dores
Guardadas debaixo da saia azul.
Dos pés tocarem o chão
A vibe corria pelos poros
Entre luzes e marabús
Sobre a pele molhada
Enroscada num som vibrante,
Excitante...
Tantos goles de saquê
Para enxergar o outro lado
Até que
Sob o véu do riso solto
E o frêmito da saia
A alegria da moça
Aflorava na madrugada quente
De um sábado de carnaval
E o delírio era real
Tão real quanto sua dores
Guardadas debaixo da saia azul.
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