E após longas noites
De desidratação
Me debulhando em lágrimas
Decidi mergulhar meus pensamentos
Em copos
Copos d'água
E analisando profundamente
A profundidade de um copo
E seu conteúdo
Pude concluir
Que há mais
Que um líquido transparente
Pronto para a sede matar
Meu corpo não passa
Sem um gole d'água
E eu desperdiçando rios
De lágrimas
Baldes de água e sal
Lenços e espaços de pensamento
Com um naco de carne podre...
Aquela que nem o urubu quer
Aquela que meu estômago repudia
Aquela...
Por isso prefiro frutas e verduras...
domingo, 26 de agosto de 2007
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Há segredos dentro de mim
Que vocês não podem ver
Há tantas loucuras em minha cabeça
Que poderia confundi-los
Num só olhar
Para mim
Não há meias verdades
Há o palpável
E a utopia
Eles se entrelaçam
Mas não largam suas raízes
Se fundem
E compõem a história de uma vida.
Não me tomem pela aparência
Não subestimem minha astúcia
Nem deixem de acreditar no que digo
É necessário entrar em minha vida para entender...
Que eu não sou
essa estranha
complexidade.
Que vocês não podem ver
Há tantas loucuras em minha cabeça
Que poderia confundi-los
Num só olhar
Para mim
Não há meias verdades
Há o palpável
E a utopia
Eles se entrelaçam
Mas não largam suas raízes
Se fundem
E compõem a história de uma vida.
Não me tomem pela aparência
Não subestimem minha astúcia
Nem deixem de acreditar no que digo
É necessário entrar em minha vida para entender...
Que eu não sou
essa estranha
complexidade.
domingo, 19 de agosto de 2007
Ele fala durante o filme
Eu detesto
Ele é cheio de histórias
Eu falo, falo e não digo nada
Ele cultua seus ancestrais
Eu e "minhas expressões cristãs"
Ele gosta de rum
Eu de água com gás
Ele é articulado
Eu tagarela
Ele discute com seriedade
Eu poetizo tudo e dou risada quando não pode
Ele me olha curioso
Eu me escondo, com medo
Ele me provoca
Eu avanço, mas recuo antes que perceba
Ele sabe o que quer pra si
Eu vivo "me encontrando"
Ele está sempre rodeado de pessoas
Eu também, mas não faz diferença
Ele diz que eu sou insegura
Eu acho que ele não se arrisca
Ele tenta extrair algo de bom de mim
Eu tento me convencer de que não vai doer
Ele é intrigante, incógnito
Eu não tenho grandes segredos
Ele cala e complica
Eu falo demais e me estrepo
Ele é sossegado
Eu enrolada.
Eu detesto
Ele é cheio de histórias
Eu falo, falo e não digo nada
Ele cultua seus ancestrais
Eu e "minhas expressões cristãs"
Ele gosta de rum
Eu de água com gás
Ele é articulado
Eu tagarela
Ele discute com seriedade
Eu poetizo tudo e dou risada quando não pode
Ele me olha curioso
Eu me escondo, com medo
Ele me provoca
Eu avanço, mas recuo antes que perceba
Ele sabe o que quer pra si
Eu vivo "me encontrando"
Ele está sempre rodeado de pessoas
Eu também, mas não faz diferença
Ele diz que eu sou insegura
Eu acho que ele não se arrisca
Ele tenta extrair algo de bom de mim
Eu tento me convencer de que não vai doer
Ele é intrigante, incógnito
Eu não tenho grandes segredos
Ele cala e complica
Eu falo demais e me estrepo
Ele é sossegado
Eu enrolada.
sábado, 18 de agosto de 2007
Ah, eu nem pensei
Talvez fosse melhor nem pensar
Você ali na frente
Saí, fugi
Ai...a solução,
Nem sempre há;
E a força da intenção
Contorna a contraposição
Das brumas;
Lábios quentes
Urgentes e sozinhos
Buscam o algo
Numa expressão inexata
Uma incógnita surpreendente
Repentina ventania
Gelo derretido no balcão
Distância...
Talvez fosse melhor nem pensar
Você ali na frente
Saí, fugi
Ai...a solução,
Nem sempre há;
E a força da intenção
Contorna a contraposição
Das brumas;
Lábios quentes
Urgentes e sozinhos
Buscam o algo
Numa expressão inexata
Uma incógnita surpreendente
Repentina ventania
Gelo derretido no balcão
Distância...
Em nossa mediocridade
Imaginamos que a vida
Nos será pálida e monótona
Talvez um pouco feliz...
Bem pensado que será assim
Se assim quisermos;
As adversidades surgem
Quase que instantâneas
Saltam em nossos dias tediosos
E ainda assim reclamamos;
Em uma fração de segundos
Tudo transborda da mente
Tudo que reprimimos
Que não falamos
A vergonha, a dor, o amor...
E num emaranhado,
Como uma teia
Nos toma de súbito
Apurando todos os nossos sentidos
- os quais um dia bloqueamos;
Só então percebemos
O que vale um segundo na vida,
Desses que desperdiçamos assim,
Por nada...
Imaginamos que a vida
Nos será pálida e monótona
Talvez um pouco feliz...
Bem pensado que será assim
Se assim quisermos;
As adversidades surgem
Quase que instantâneas
Saltam em nossos dias tediosos
E ainda assim reclamamos;
Em uma fração de segundos
Tudo transborda da mente
Tudo que reprimimos
Que não falamos
A vergonha, a dor, o amor...
E num emaranhado,
Como uma teia
Nos toma de súbito
Apurando todos os nossos sentidos
- os quais um dia bloqueamos;
Só então percebemos
O que vale um segundo na vida,
Desses que desperdiçamos assim,
Por nada...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Desvairadamente
Desvairada mente
Sai correndo por aí
Deita o corpo cansado
No pó de concreto
Concretamente
Concreta mente
Anjo do asfalto
Vítima de assalto
Íntima de fato
Intimamente
Íntima mente
Do ato inventado
Colapso, dá um salto
Põe-se a correr
Correr com pernas
Pernas da consciência
Confusa, difusa
Intrusa...
Poderosamente
Poderosa mente
Voa, vagueia
Serpenteia
Na fumaça do tempo
Na efervescência da inquietação
Sonhadoramente
Sonhadora mente
Essa louca mente
Transbordante de si mesma
Loucamente.
Desvairada mente
Sai correndo por aí
Deita o corpo cansado
No pó de concreto
Concretamente
Concreta mente
Anjo do asfalto
Vítima de assalto
Íntima de fato
Intimamente
Íntima mente
Do ato inventado
Colapso, dá um salto
Põe-se a correr
Correr com pernas
Pernas da consciência
Confusa, difusa
Intrusa...
Poderosamente
Poderosa mente
Voa, vagueia
Serpenteia
Na fumaça do tempo
Na efervescência da inquietação
Sonhadoramente
Sonhadora mente
Essa louca mente
Transbordante de si mesma
Loucamente.
Os sons vibram
E a voz que cala
É a tua marra
Eu vou andando
E levo comigo
Drummond's e Quintana's
Pelos espinheiros
Dos jardins que me consolam
Quando você não me olha...
No chão só terra e pó
Mas meus olhos estão pregados
No azul do céu
Na nuvem que transita
Nessa bola de fogo
Que rasga nossas retinas
Os sons vibram
É a tua voz...
Não, é teu corpo
Que atravessa as folhagens
Úmidas de orvalho da noite passada
Nas mãos um punhado de sementes
Que lança desvairadamente
Ao furor do vento;
Sigo meu caminho
Na cabeça e no coração,
Drummond's e Quintana's
Entre os dedos dos pés
Nas palmas da mãos
Na ponta da língua.
Na grama verde
Você deita e recita
Meus Drummond's e Quintana's
E a música vem.
E a voz que cala
É a tua marra
Eu vou andando
E levo comigo
Drummond's e Quintana's
Pelos espinheiros
Dos jardins que me consolam
Quando você não me olha...
No chão só terra e pó
Mas meus olhos estão pregados
No azul do céu
Na nuvem que transita
Nessa bola de fogo
Que rasga nossas retinas
Os sons vibram
É a tua voz...
Não, é teu corpo
Que atravessa as folhagens
Úmidas de orvalho da noite passada
Nas mãos um punhado de sementes
Que lança desvairadamente
Ao furor do vento;
Sigo meu caminho
Na cabeça e no coração,
Drummond's e Quintana's
Entre os dedos dos pés
Nas palmas da mãos
Na ponta da língua.
Na grama verde
Você deita e recita
Meus Drummond's e Quintana's
E a música vem.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Há quanto tempo não me pergunto
Há quantas anda il mio cuore pazzesco?
Que venha logo o sono
Pois meu corpo tomba
Minha mente é brisa;
Quando a lua me encontra
Logo mais pela madrugada
Esbanja aquele ardor
Ai que inveja que me dá!
E a noite inflama
Numa manhã glacial
Meus olhos pregados naquela tela
Meus dedos tec-tec
Tamborilam
Vem aquela coisa na cabeça
E salta da boca um som
Escasso,
Ou seria um gemido?
Vai como uma bolha se formando
E tapo a boca
Num gesto inconsciente
De manter tudo isso
Dentro de mim.
Há quantas anda il mio cuore pazzesco?
Que venha logo o sono
Pois meu corpo tomba
Minha mente é brisa;
Quando a lua me encontra
Logo mais pela madrugada
Esbanja aquele ardor
Ai que inveja que me dá!
E a noite inflama
Numa manhã glacial
Meus olhos pregados naquela tela
Meus dedos tec-tec
Tamborilam
Vem aquela coisa na cabeça
E salta da boca um som
Escasso,
Ou seria um gemido?
Vai como uma bolha se formando
E tapo a boca
Num gesto inconsciente
De manter tudo isso
Dentro de mim.
domingo, 5 de agosto de 2007
Sou forte
Sou serena
E não salto da arena
Enquanto o suor não esgotar
Não sou de fazer novena
Mas ah, pedir eu peço.
Peço sim!
E vai pensando
Que atendida não sou...
Que me dá um trabalho
Pôr cada pecinha
Em cima da outra
E espanar o pó
Dos caminhos
Que passa...
Mas eu nem ligo
Um chororo aqui
Uma gargalhada ali
E assim vai passando
É a minha condição;
Ontem estive a desejar
Hoje estou a esperar
Amanhã...amanhã realizar
Que desejo e aconteço
Meu sonho não tem preço
Pode um ano levar
E uma libra de carne custar
Não é caro
Eu pago
Para a liberdade gozar!
Sou serena
E não salto da arena
Enquanto o suor não esgotar
Não sou de fazer novena
Mas ah, pedir eu peço.
Peço sim!
E vai pensando
Que atendida não sou...
Que me dá um trabalho
Pôr cada pecinha
Em cima da outra
E espanar o pó
Dos caminhos
Que passa...
Mas eu nem ligo
Um chororo aqui
Uma gargalhada ali
E assim vai passando
É a minha condição;
Ontem estive a desejar
Hoje estou a esperar
Amanhã...amanhã realizar
Que desejo e aconteço
Meu sonho não tem preço
Pode um ano levar
E uma libra de carne custar
Não é caro
Eu pago
Para a liberdade gozar!
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Ela ao sol
Tostando seu couro
Olhos pregados em mim
Estirada na cama
Captando toda energia
Que vem do dia...
Não há brisa
É dia quente
Movimentos lânguidos
Para a preguiça da tarde
E vão os olhos se fechando
Assim, dormita na placidez
De um lençol azul,
Espelho do céu;
Um bocejo gostoso
E os olhinhos que suplicam
Que me junte ao prazer
De tomar com as duas
Um banho de sol quente
Patas largadas
Pelos brilhantes
E o focinho molhado
Da transpiração
É a preta e a marrom
Trufas brilhando ao sol.
Tostando seu couro
Olhos pregados em mim
Estirada na cama
Captando toda energia
Que vem do dia...
Não há brisa
É dia quente
Movimentos lânguidos
Para a preguiça da tarde
E vão os olhos se fechando
Assim, dormita na placidez
De um lençol azul,
Espelho do céu;
Um bocejo gostoso
E os olhinhos que suplicam
Que me junte ao prazer
De tomar com as duas
Um banho de sol quente
Patas largadas
Pelos brilhantes
E o focinho molhado
Da transpiração
É a preta e a marrom
Trufas brilhando ao sol.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Que é de mim
Que foi de ti
Quantos cata-ventos
A rodar por aí...
E na hora embola
A fala na língua
E as mãos espremem
O lencinho no bolso
O que pensas é vago
Meu tempo é o descompasso
E na ginga dos passos
Com pés entrelaçados
Deitaste meu corpo
Como num tango
É que a boca-carmim
Tem lábios trêmulos
E as unhas escarlates
Desenham seu rosto;
Num pequeno e sinuoso gesto
Vão puxando teu queixo
Até tocar os dentes no pescoço
E o prazer leve da dança
Incorpora o sangue
Que a boca bebe
Do ardor que um corpo lança...
Que foi de ti
Quantos cata-ventos
A rodar por aí...
E na hora embola
A fala na língua
E as mãos espremem
O lencinho no bolso
O que pensas é vago
Meu tempo é o descompasso
E na ginga dos passos
Com pés entrelaçados
Deitaste meu corpo
Como num tango
É que a boca-carmim
Tem lábios trêmulos
E as unhas escarlates
Desenham seu rosto;
Num pequeno e sinuoso gesto
Vão puxando teu queixo
Até tocar os dentes no pescoço
E o prazer leve da dança
Incorpora o sangue
Que a boca bebe
Do ardor que um corpo lança...
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