O sol derrama a ira de Deus
Na terra ressequida
O sal reclama a falta d'água
A pele engana o dia que cai
Do ar vem um som
Nos ouvidos surdos
Enquanto os dedos em cãibra
Dispersam palavras numa poesia
Papel e poeira
Maçã e letargia
A tarde pende em semicírculo
A lua de cócoras aguarda
A abóbada azul estrelar
E o cheiro que paira
É de queimado das biribinhas
Estaladas pelos dedinhos pequeninos
Das crianças na rua.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
Vaguei por aí
Num ar cinzento
Num cinza maciço
E triste
Mas Tit's chegaram
E que vazio?
Minha vida transborda
Pelos seus olhos
Na bolsa uma via
De mão única
P'ra um coração
De ternura e amor
Nos bolsos a certeza
De que vinte e quatro anos
É suficiente
Para a solidão
O tempo gira e derrama
O tédio da semana
Acordar com um beijo seu
É o melhor café que Deus me deu.
Num ar cinzento
Num cinza maciço
E triste
Mas Tit's chegaram
E que vazio?
Minha vida transborda
Pelos seus olhos
Na bolsa uma via
De mão única
P'ra um coração
De ternura e amor
Nos bolsos a certeza
De que vinte e quatro anos
É suficiente
Para a solidão
O tempo gira e derrama
O tédio da semana
Acordar com um beijo seu
É o melhor café que Deus me deu.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Meus medos me corroem
Como ácido...
Hoje acordei cedinho,
Pela manhã
Pois não pude mais
Fechar meus olhos
Para a dura realidade
Meus medos corroem até
Esta caneta que te escreve
O papel é contaminado
Pela tinta
A cor triste da dor
Sonhei com você a noite inteira
E isso me tortura
Pois se fechar os olhos
Para a vida
Era minha fuga
Que me resta agora?
Como ácido...
Hoje acordei cedinho,
Pela manhã
Pois não pude mais
Fechar meus olhos
Para a dura realidade
Meus medos corroem até
Esta caneta que te escreve
O papel é contaminado
Pela tinta
A cor triste da dor
Sonhei com você a noite inteira
E isso me tortura
Pois se fechar os olhos
Para a vida
Era minha fuga
Que me resta agora?
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Ele vinha caminhando
Pela bela necrópole
Um olhar perdido
No íntimo turbilhão
Da mente ofuscada
Por um mundo novo
Ele tinha nas mãos
Um punhado de terra
E raízes de flor
Vestia um terno amarrotado
E tinha o dedos ensangüentados
De tanto arranhar as tampas
Ele olhava para a luz
E em sua inquietude
Não reconhecia a si próprio
Ele operava uma caminhada
D'algum buraco
Para a vida
E nem sabia
Que quisera ela não ser vivida...
Ele acreditava que então seria
Mesmo sujo de restos e terra.
E ele foi.
Pela bela necrópole
Um olhar perdido
No íntimo turbilhão
Da mente ofuscada
Por um mundo novo
Ele tinha nas mãos
Um punhado de terra
E raízes de flor
Vestia um terno amarrotado
E tinha o dedos ensangüentados
De tanto arranhar as tampas
Ele olhava para a luz
E em sua inquietude
Não reconhecia a si próprio
Ele operava uma caminhada
D'algum buraco
Para a vida
E nem sabia
Que quisera ela não ser vivida...
Ele acreditava que então seria
Mesmo sujo de restos e terra.
E ele foi.
Assinar:
Postagens (Atom)